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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

É tudo...MENTIRA

Sempre estive completa… numa serenidade sem medo
Minha existência sempre foi…uma onda suave e morna
Todos os QUERERES alcancei
Sempre fui compreendida
Ser rejeitada …nunca fui
Esquecida…não me lembro
Lágrimas…ouvi dizer que são salgadas
Derrotas… isso é coisa que não conheço
Feridas…não senti
Traições…isso existe?
Falta de horizontes...isso quer dizer o quê?
Temores…nem sei bem o que isso é
Todos os dias acordo viva…e gosto de mim
Cada riso, cada gargalhada…é sentida
Sempre tive fartura
Caminhos a seguir
Gente à minha volta dando o melhor de si
Sempre tive braços abertos à minha espera
De solidão nada sei
Sempre fui recompensada de algum esforço feito por mim
Mistérios, mentiras, evasivas e enigmas…não dei pela presença
Tenho confiança e muitas certezas
Sempre tive como resposta o SIM
Gosto de estar Viva

(agora vou guardar este escrito para todos os dias ler…e poder pensar que tudo isto é verdade)


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Centro..."CHEGADAS" e "PARTIDAS"

4 da tarde, sol ameno e bonacheirão bate no telheiro da Roda Expresso
Brisa suave que promete para a noite humidade
Eu sentada num banco, companheiro cigarro na mão em amena conversa com a brisa
De canadianas nas mãos um ALGUÉM junto a mim passa, levanto os olhos dos rabiscos, o ALGUÉM continua seu caminho…a caneta faz seus rabiscos
Na minha frente outro ALGUÉM, lê o jornal pelo canto do olho vê olha quem passa, TAL e QUAL quem vê caminhos sem olhar.
Ao meu lado uma jovem petisca uma sandes com cheiro a um frito qualquer mastigado com alface.
Trincadinhas subtis, próprias de quem está de dieta…da vida talvez
Bem no meio dos meus pés, um pombo de papo cheio de si debica ali mesmo migalhas com sabedoria e conhecimento.
Olho o relógio – está quase na hora – agarro o saco e mudo de pouso
Sento-me junto da placa LINHA 5 /VIATURA 42
E volto a olhar…e volto a ver
Um ALGUÉM de mãos na cintura, com fralda da camisa de fora percorre o corredor devagar, lentamente próprio de quem espera aquilo que já demora.
Um autocarro (gosto mais de camioneta) chega.
Pessoas descem, com caras amachucadas mas muito Irrequietas, algumas despenteadas, umas quantas com olhos de Curiosidade que se lia Espanto e outras com muita pressa…
Todos me fizeram lembrar o despertar de um sono UTERINO
Brancos, Negros, Chineses, Ciganos, Brasileiros e até de Leste todos dentro das mesmas paredes.
Minha Lisboa é assim, tudo é igual a uma MEGA misturadora.
Casal novo para junto da placa, dois ALGUÉNS que respiram o mesmo ar de químico que compõe a paixão.
Nas mãos dela um ramo de flores. Para oferecer? Oferta de quem fica para quem parte? É pergunta que fica no ar
Uma ALGUÉM passa, amarrota um papel qualquer e atira ao chão
Com sorriso amargo pensei, quantos ALGUÉNS terá ela amarrotado e quantos ALGUÉNS a terão deitado ao chão
Na ponta do meu banco um jovem negro estilo “Hi man” sorve uma tablete de chocolate
Logo ao lado uma mãe e filho devoram pipocas arrumadas dentro de um balde.
Muitos ALGUÉNS, puxam malas com rodas, TODOS para TODAS as direcções
Novos ou velhos com seus caminhos comprados…
Está na hora…mostrei o bilhete…entrei LUGAR 7 … estava ocupado
Sorrio com o bocadinho de papel na mão e :
- Viva boa-tarde alguma coisa correu mal
- Estou no seu lugar, saio já – respondeu o homem acomodado no banco de fora sem me dar tempo a mais nada
- Sem os óculos não vejo nada – afirmou a mulher já de revista alojada no colo com pagina marcada
Esticou o bilhete para mim – veja lá
- Deixe cá ver – sacana digo mentalmente – pois …é o ligar 23
- E…é tão lá para traz – insinuou vagar o banco
- A mim não me incomoda em nada
- Não eu vou lá para traz, eu é que não vejo nada sem os óculos
- Pois claro isso acontece muito - respondi com um sorriso arrevesado que acompanhava a resposta silenciosa – cabra não vez sem os óculos e lês a revista
Fiquei a lembrar todos aqueles que ocupam as vidas alheias de formas tão diferentes mas sempre TÃO SEM INTENÇÃO
Sorrio deliciada, já com o olhar a beijar a minha Lisboa, traquina, irrequieta e ladina.
Num AGORA tão rica
Num DEPOIS tão paupérrima
E fico bem ao entrar numa das suas saídas.
5 da tarde, caminhos comprados na carteira
Rolam pneus nas estradas dos caminhos da vida
E agora digam lá que a VIDA não é igual a um centro de CHEGADAS e PARTIDAS



terça-feira, 9 de setembro de 2008

Meia dúzia de Porquês...2


Para manter a mente ocupada por motivos que agora não vêem ao caso, tenho observado comportamentos humanos e sociais que me intrigam…quase a roçar a fronteira da preocupação

1. Fico sempre confusa ao visitar alguém doente num hospital e, deparo com outra visita a fazer uma lista completa e detalhada de problemas sórdidos ou queixas de dores nas costas, na cabeça, exames médicos para aqui outros para ali…mentalmente sempre penso é pena que não lhe doía a língua.
Será…que uma é questão de distrair o(a) internado(a) das suas maleitas?
2. Digo sempre – PORRRRA – em surdina, quando testemunho o cumprimento de dois homens que não se vêem há tempo considerável.
De palmas de mãos bem abertas, dão palmadas mais do que sonoras nas costas um do outro, que chega-se a ouvir o estremecer dos pulmões
Será…que quanto maior for o intervalo sem se verem maior é a força aplicada nas palmadas???
3. Fico sempre anémica dos neurónios quando uma jovem ou senhora de mini - - saia vestida, quando sentada ou a subir umas escadas esforça-se por esticar o tecido até aos joelhos
Será…porque se sente desconfortável?
Ora gaita assim fico com dois problemas por resolver, se assim for tenho que perguntar então porque vestem a saia? Estranho!!!
4. Tenho sempre vontade de rir e, por norma sou forçada a afastar-me quando numa refeição social qualquer, é-me dado a observar duas pessoas a conversarem e uma delas ter um bocadinho de alface ou salsa nos dentes…a segunda nada diz mas não consegue desviar o olhar…É muito engraçado
Será…que é por ser bem educada???
5. Quando dois deficientes da fala conversam com a sua Língua Universal – gestual, a maioria dos presentes falantes, fixam hipnoticamente todos os movimentos das mãos dos intervenientes.
Será…que nunca lhes foi dito que é muito feio ouvir as conversas dos outros???
6. Dou sempre sonoras gargalhadas quando parada num semáforo, olho para o lado e…temos limpeza rápida porém muito profunda…de nariz.
A pessoa em questão faz sempre um olhar acusatório para mim, nunca entendi porquê
Será…que estão convencidos que do exterior não se vê o que se passa no carro???


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Toma... enganei-te

Vinha eu a subir a rua toda lampeira em passo apressado como de atrasada já vinha
- Quase horas do almoço e ainda por fazer que fixe…- pensei enquanto olhava para o relógio
De relance olhei para a janela
- Boa…e a roupa por apanhar – voltei a pensar
Franzi o sobrolho
- Hammm que é aquilo? – perguntei mentalmente enquanto esforçava a vista – um corvo à porta ? Hammm ?
Que figura tão dramática, uma mulher toda de escuro…um escuro gélido…tão gélido que até me arrepiei
- Eu não acredito…eu estou a ver bem? – comentei baixinho comigo mesma – oh…oh esta gaja. Mas que chatice…raios partam isto…logo esta tipa que é uma carraça
Rapidamente planeei uma estratégia enquanto me aproximava já com a chave do prédio na mão
- Bom dia – cumprimentei sorrindo – dá-me licença?
- Bom dia como está – estendeu a mão – é a Elisabete?
Espera lá que já te lixo, estendi a mão retribuindo com um grande sorriso
- Não, não essa era a dona da casa que comprei aqui
- Ai minha senhora até impressiona… – recomeçou o estupor
- O quê posso saber? – perguntei com voz de quem nada sabe
- É igualzinha a ela, até faz impressão – explicou fungando do nariz
- Pois dizem que sim … mas sabe a casa foi comprada por imobiliária – vai-te ó mau agoiro pensei fazendo mentalmente cruzes com os dedos e continuei – de forma que nunca conheci a senhora
- Sabe já conheço a Elisabete há muito ano e gostava de a ver - disse enquanto abria um lenço
- Pois acredito mas nada posso fazer cara senhora – eu sempre sorrindo
- Nem com o telefone ficou ? – insistiu o estorvo
- Pois … se quer saber nem nunca o tive foi tudo feito pela imobiliária – reparei que não tirava os olhos de mim com o brilho de quem está desconfiado – compreenda por muito que eu queira ser útil… - finalmente a bicha fedorenta desviou-se da porta
- Ai credo nem estou em mim com as parecenças – e voltou a fixar-me
- Bem minha senhora não leve a mal mas vou fechar a porta – porra que a gaja é praga de má sorte – tenho o almoço atrasado
- Pois sendo assim vou andando – voltou a fungar com os olhos a lacrimejar – se não for incomodo eu deixava o meu cartão com os meus contactos – disse enquanto estendia um cartão meio que húmido
Continuei a desempenhar o meu papel
- Claro – estendi a mão enquanto lançava os olhos e lia sorrateiramente
desilusõesmagoadas@hotmail.com
desesperoemlágrimas@gmail.com
- Desculpe a maçada sim? – insistia o emplastre
- De maneira nenhuma foi um gosto – respondi a fechar a porta de…va…ga…ri…nho
Comecei a subir as escadas rapidinho enquanto pensava feliz comigo
- Que fixe…g’anda pinta …consegui enganar a TRISTEZA

domingo, 31 de agosto de 2008

Quer dançar o vira comigo...???

Aceitou? Vamos todos dançar?
Vamos lá isto não custa nada…1…2…e

Mãozinhas no ar
Meus Senhores começar
O pé a saltitar
E a voz a cantar

PALMINHAS e… VIROU

VIRA que VIRA
E torna a VIRA
Na moda deste VIRA
A VIDA não pára de girar

PALMINHAS e… VIROU
(quero esse passo certo)
VIRA que VIRA
E torna a VIRAR
Na moda deste VIRA
Sorrisos quero deixar

PALMINHAS e… VIROU

Guerras e batalhas
Trazemos dentro de nós
Para os males espantar
Meus senhores vamos dançar

PALMINHAS e… VIROU
(troca o par)
Batam palmas bem alto
Sorriam meus Senhores
Nesta VIDA que gira
Os perdedores são vencedores

PALMINHAS e… VIROU

Meus Senhores não chorem
Este VIRA da VIDA não acabou
Nesta moda do VIRA
O sentimento entrou

PALMINHAS e …VIROU

Neste VIRA que VIRA
São frutos de emoções
Sonhos sorrisos e lágrimas
Fazem dor nos corações

PALMINHAS e… VIROU
(muda o par)
Solidão é coisa pouca
Mágoa é banal
Danço como louca
Neste VIRA animal

PALMINHAS e…VIROU

Meus Senhores não corram
Atrás do incerto
Que neste VIRA que VIRA
O cansaço já é certo

PALMINHAS e…VIROU

Sou gozosa sou trocista
Nesta moda do VIRA
Rio p’ra não chorar
Nisso sou artista

PALMINHAS e…VIROU

Quando eu morrer
Quero que se lembrem
O sorriso trazia
A dançar este VIRA

PALMINHAS e…VIROU
(vamos acabar)
Um abraço dou a todos
Dançarinos vocês são
Neste VIRA que VIRA
Estão no meu coração

PALMINHAS e…VIROU

Aceitem este VIRA
E com esta me vou
Acabando esta moda
C’um bem haja que dou
( ACABOU)

Peço que tenham em conta que rimar não sei, a prosa é o meu forte, não levem a mal a brincadeira… é apenas isso…uma brincadeira





domingo, 10 de agosto de 2008

Meia duzia de PORQUÊS - 1


Tenho andado a ruminar uns quantos PORQUÊS que me incomodam
Sendo eu bicho minhocas resolvi lançar aqui neste escrito

1. Sempre que carregamos num interruptor de luz e a lâmpada está fundida (repito) fundida , ficamos a olhar com cara de HAMMMM… para o candeeiro e repetimos a acção 2 ou 3 vezes.
Será… para dar tempo à lâmpada mudar de ideias?
2. Nas maternidades as visitas fazem sempre as mesmas exclamações enternecidas e acabam sempre com a mesma:
– Tem os dedos tão pequeninos !!!
Será… que esperavam que nascesse com o tamanho dos dedos de estivador ou de pianista?
3. Fico sempre a pensar o que leva determinados adultos a falarem com voz esganiçada para um bébé com linguagem tipo nhanhanhinho…cucu…rrrrrrrr-tuz … rrrrrrr-tátá. Para provar que até sabem o que fazem, acrescentam caretas e alguns quase apertões nas bochechas dos pobres desgraçados.
Será… que é para detectar se a criança fala estrangeiro tipo … Jupituriano ou Plutinêz?
4. Fico sempre curiosa quando os homens coçam os - ditos cujos - de uma forma insistentemente preocupante.
Será… alguma coisa “desarrumada” ou pior até… tipo “entalada”?
5. Minhas ideias ficam sempre anémicas quando alguém muito solidário oferece uma mãozinha para um invisual atravessar uma estrada qualquer.
Eu explico… não é pela acção em si…mas já reparou que levam sempre o invisual praticamente ao colo.
Será…que por ser cego dos olhos pensam que tem os pés tortos?
6. Fico sempre estarrecida quando carrego comigo a eventos sociais (carrego SIM já que fujo o mais que posso desses rituais em que parece bem cumprir) tipo casamentos imponentes , aniversários faustosos…essas coisas
Pois bem já reparou que o ser humano come sem olhar o quê nem quanto.
Sempre que tenho confiança com quem tem estômago fraco, vesícula estragada e até intestinos torcidos digo sempre com um sorriso:
- Vê lá tem cuidado olha que amanhã podes estar mal
- Dias não são dias… – respondem sempre com tom de gozo
E sempre no dia seguinte ligam a dizer
- Ó pá tinhas razão vais comigo até ao hospital?
Será … que pensam que por ser dia de festa os órgãos humanos deixaram de estar doentes?

domingo, 27 de julho de 2008

Matematica da vida

No anterior texto , Dama de Cinzas escreveu o seguinte comentário“Queria tanto que a vida fosse matemática, se tivémos x dias de tristeza, teremos um saldo de x de alegrias... Mas nem sempre é assim...”
Logicamente a ruminar num bailado a frase ocupou espaço na minha cabeça e numa brincadeira esta matemática fictícia apareceu
Ora vamos lá ver

TRISTEZA + TRISTEZA = LAGRIMA
LAGRIMA x LAGRIMA = DESENCANTO
DESENCANTO + DESENCANTO = DOR

LÁGRIMA que banha o DESENCANTO arrefece a DOR
Noves fora NADA está certo

SORRIR + FINGIR = OMITIR
SENTIMENTO + PERCA = VAZIO
VAZIO : DOR = SOLIDÃO
LEMBRAR : TRISTEZA = MAGOA

OMITIR o VAZIO escondido arrasta consigo a SOLIDÃO magoada
Noves fora NADA está certo

ACREDITAR + CONFIAR = SONHAR
Boa?
LUTAR + FÉ x PERCAS = DESILUSÃO
Certo?
COMBATE x GARRA = DESGASTE

DESILUÇÃO constante DESGASTA o próprio SONHAR
Noves fora NADA está certo

RIR + PRAZER x LOUCURA = SABER
DESISTIR + NECESSIDADE = INTELIGENCIA
ESPERAR x SERENIDADE + ORGULHO = VIVER
RECUAR + OBSERVAR = APRENDER

VIVER é SABER ter a INTELIGENCIA para APRENDER
Noves fora NADA está certo

Feitas as contas desta forma até nem é difícil estar vivo…- pois quem dera - eu também digo Dama de Cinzas

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mania de escrever

Esta mania…Este vício de escrever
Escrever por tudo e por nada…sem nada dizer...
…Escrever por escrever…apenas para não ficar calada
Esta mania…este vício será loucura?
…pensar eu que foi na ilusão de ser uma pretensa escritora que me mantive lúcida
Será TERAPIA?
Agrada-me pensar que é uma forma saudável e inteligente de desencardir a alma
Será BRINCAR com as palavras?
Diverte-me pensar que é ter queda sem ter onde cair
Será retocar SENTIRES?
Dá-me prazer a ideia que são bocados de dores arrancados e por fim lançados num espaço qualquer
Será DROGA?
…na verdade foi a escrever que aprendi a ludibriar o desprezo subtilmente irónico e a ironia tão maliciosamente perversa
DOENÇA?
Algumas vezes tenho ficado doente sim
Quando encontro um papel ou outro por deitar fora e nele leio as lágrimas por chorar, palavras que ficaram por dizer.
Faz-me ficar doente sim
Ora seja o que chamarem não podem negar que nesta BRINCADEIRA que é a vida a DOENÇA dos SENTIRES aparece de forma explosiva e a DROGA mais poderosa é a TERAPIA que mais lúcidos nos mantêm.

terça-feira, 1 de julho de 2008

M.E.D.O.

M.E.D.O. – Mente que Encarna a Desistência Ocasional
(nome pomposo)
M.E.D.O. – Mentira Enervante Dorida e Obsessiva
(era um titulo giro para um filme)
M.E.D.O. – Micróbio Encrostado e Dissolvente da Opção
(com uns tubos de ensaio até parece bem)
M.E.D.O. – Monstro Emproado Detestável e Odioso
(este roça a fronteira da Terra do Nunca)
M.E.D.O. – Momento Existente em Devaneios Ocasionais
(este até faz pensar um psicólogo)
Seja qual o nome que lhe chamar MEDO é sempre MEDO.
Seja a cor que lhe der o desconforto é sempre o mesmo
É certo que imaginação não me falta
Mas… capacidade para dominar este agora?
Mas…domínio para este tempo de espera?
É certo que a vontade tudo consegue
Pois…e que faço eu com as tremuras?
Pois…e que faço eu com os suores?
É certo que disfarço bem
Enganar os outros é coisa batida
Enganar a mim…é coisa F…
É certo que uns cremes esbatem as olheiras
Pois…e voar nas asas do sono?
Pois…e convencer o MEDO que são horas dele descansar?
Todas as manhãs vejo o calendário
Eu bem empurro os dias
Mas eles insistem em não andar…
Adiantei as horas na tentativa de enganar o relógio…
Mas tenho que andar no horário de toda a gente…
Passo o tempo a repetir para eu ouvir
- Vai correr tudo bem
E o medo faz - se ouvir
- Aqui quem manda sou eu
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Estou cansada de tanto desespero
Estou desesperada com tanto receio
Estou receosa de ficar louca
Estou louca para que tudo passe

sábado, 28 de junho de 2008

Visita inesperada

7h30 da manhã
A hora ideal de enganar o sol para esconder minha pele aos seus beijos pecaminosos
Bebia café na varanda e olhava o horizonte que acalmava e amainava os meus medos
- Bom dia – ouvi
Lancei os olhos
- Bom dia miúda – insistiu
- Ai a merda temos brincadeiras de mau gosto? – pensei – ainda por cima a esta hora mas que F…
- Sempre com mau feitio, és sempre a mesma com a resposta na ponta da língua nesse ar de menina travessa – acrescentou
De cima da minha janela espreitei para a porta e lá estava ela…
- Eu não acredito SOLIDÂO por aqui…há quanto tempo…sobe amiga sobe
Subiu sem pressas e segura, abri a porta para traz
- Que boa visita – dei-lhe um abraço
- Estás uma mulher – deu-me aquele beijo quente num arrepio que só a minha amiga SOLIDÃO sabe dar – a VIDA contou-me que tens andado muito sozinha resolvi por uns tempos fazer-te companhia
Nervosamente gargalhei (nunca gostei de fofoquices)
- Nem tanto apenas arreliada– mudei de assunto – vai um café?
- Não miúda ainda é muito cedo para mim
Sentadas na varanda ficamos à espera de quem começava primeiro
- Conta-me amiga por onde tens andado – comecei
- Muito perto
- Não te tenho visto – disfarcei
- Mas tens sentido – sempre sincera
- Na verdade… – fiquei atrapalhada
- Que se passa contigo ?
- Amiga tenho tido problemas com os meus vizinhos aqui de baixo são o C… de um casal que vivem para F…a minha cabeça o Sr. Medo e a Sr. Espera
- Hummm
- Ok ok. Amiga melhor que ninguém tu sabes que a Espera, sempre foi coisa que eu nunca tolerei, eu sou lá pessoa para ficar de braços cruzados, sem agir.
A Espera, faz-me ficar nervosa e claro o Sr. Medo não se faz esperar, esperto como é aproveita.
- Hummm entendo, já ligaste para o Acreditar? Ele como advogado pode ajudar
- Não tenho o número
- confioemmim@gmail.com este é o e.mail
- Boa… Solidão – sorri
- Vou dar-te também o e.mail da Certeza…ora…- procurou na agenda – cá está possoeconsigo@gmail.com
- Nãoooo estás no gozo comigo – comecei a ficar divertida
- Ahhhh espera tenho aqui também da Garra – com sorriso sacana acrescentou – esta gaja é indispensável nos casos difíceis amarcomforça@gmail.com e pronto amiga vai correr tudo bem.
- Solidão já me fazias falta, sei que tenho sido um pouco leviana contigo
- Pois … pois
- Que queres eu tinha que estar um pouco sozinha para crescer certo?
- Pois…pois mas nem te lembras-te que eu a tua velha amiga Solidão podia estar com saudades tuas e sentir-me abandonada
- Desculpa amiga
Ali, ficamos abraçadas a olhar o horizonte, recordando e rindo como quem não tem hora marcada Agora aliviada pois sabia que amparada na GARRA da minha CERTEZA eu já podia ACREDITAR numa VITÓRIA

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Bolo VIDA




Receita BOLO VIVER
300 gr Humor
250 gr Sorrisos
250 gr Acreditar
1 pacote inteiro de Realidade
1 pacote inteiro de Compreensão
1 pacote inteiro de Dedicação
125 ml Lágrimas
1 folha de Silêncio

ABRIR O BOLO
1 faca com lamina afiada e certeira do tamanho necessário

RECHEIO
½ chávena de sopa de Sonho
½ chávena de sopa de Brio ( na falta Orgulho )
1 colher de sopa de Teimosia

COBERTURA
Paciência para cobrir

Junta-se HUMOR com ACREDITAR, até ficar homogéneo acrescenta-se os SORRISOS frescos e batidos em castelo de forma a ficar bem consistente
Acrescenta-se o pacote de REALIDADE (para não desandar)
Depois os pacotes COMPREENSÃO e DEDICAÇÃO, verificar se nas embalagens não ficou nenhum resto (é necessário sacudir bem pois qualquer bocadinho faz a diferença) Ahhhhhh já esquecia, como as embalagens são tão resistentes aproveite para reciclar pois fazem sempre jeito para outros afins.
Lentamente acrescenta-se as 125 ml de LÁGRIMAS até ficar uma pasta (dependendo das marcas dos SORRISOS e HUMOR por vezes não é necessário tanto liquido)
Com movimentos seguros contudo suavemente envolve-se todos os ingredientes
Forra-se uma forma a gosto com a folha de SILÊNCIO (atenção – que seja resistente)
Dependendo do forno a 180 ou 200 Gº vai a cozer durante 30 a 45 minutos (este bolo coze mais rápido do que parece)

O recheio é muito fácil de fazer é só juntar as ½ chávenas (basta tamanho pequeno pois são ingredientes muito fortes e o bolo fica enjoativo)
Começar pelo SONHO e juntar o BRIO (como é um ingrediente refinado por isso difícil de encontrar, se tiver no armário ORGULHO também serve, desde que seja em pó pois em grão vai…alterar o sabor)
Quando deitar a TEIMOSIA verifique se não tem grumos, se for o caso substitua por PERSISTENCIA

O bolo cozido, facilmente se desenforma, com uma faca afiada corta-se ao meio em sentido horizontal, de forma certeira sem esfarelar demais, ficando 2 metades.
Delicadamente cobre com o recheio a parte escolhida, por fim de forma segura coloca-se a segunda parte em cima
Finalmente cobre-se na totalidade com a PACIENCIA, não receie exagerar ponha bastante pois este ingrediente com as horas vai ser absorvido pelo bolo.
Se tiver que esperar para ser servido, vá pondo mais PACIENCIA para que ao servir a cobertura esteja ainda crocante.
Sirva acompanhado do licor Saber Viver (que dá aquele gostinho especial) ou com espumante Garra de Vida bastante fresco e vai ver que é sucesso garantido
Bom apetite e divirta-se

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SILÊNCIO

São 3.45H
Noite fria esta, até fez esquecer o Sol que aqueceu o dia.
SILÊNCIO o meu grande companheiro de horas azedas e zangadas
Penso e repenso palavras que ouvi, olhares que li ou senti e pensamentos que adivinhei.
Gosto da noite por isto, este silêncio agrada-me, este escuro é como se fosse a minha gruta, o meu esconderijo. Será que me escondo? De quem dos outros? Nãoooooo
Que mal me podem fazer …apenas coisas próprias de quem esta vivo
Fazer rir, fazer chorar, prejudicar, ajudar, consolar, iludir, acarinhar, mentir…ora ora grande coisa
Provavelmente escondo-me de mim…
Falo para o silêncio e ele sempre silencioso ouve-me todas as vezes como se fosse a primeira.
Isto irrita-me aquela postura de quem tudo sabe de forma paternal ou maternal…ou coisa do género.
Depois começo a ficar danada e quando já estou zangada digo em tom sarcástico
- Obrigadinho por nada dizeres ou fazeres com a tua Omnipotência e Sabedoria era de esperar um pouco mais de atitude, uma solução ou outra… dá sempre jeito certo? È que para espectadora estou cá eu…
Sabes silêncio há quem te chame Deus, quem te chame Fé outros Esperança ou outra coisa qualquer
Eu chamo-te Silencio
Pelo menos é uma palavra que sei o significado, que o sinto.
As outras são palavras interpretadas, frutos de historias verdadeiras ou não que certeza posso eu ter? Eu não estava lá não vi…
No entanto eu sei que existes, eu sou prova viva disso mas que raiva que me dá quando olho a minha volta queres que sejamos torturados, crucificados como reza a história.
Peço perdão estou confusa, baralhada e neste AGORA estou zangada, tu conheces-me sabes que nestes momentos dou tiros no escuro...perdoa-me
Mas que queres tu sabes que não pertenço ao grupo da resignação mentirosa
Se estou zangada não te escondo, se estou confusa não vou dizer amens a tudo
No fim de contas TU é que és o Magnânime e a Compaixão
...Perdoa-me tu não mereces que eu seja irónica, tens sido um grande e fiel amigo, eu sei que tenho que te ouvir mais.
...Espera será que o medo da saída do passado e a chegada deste presente tão inesperado que fez nascer este medo, esta incerteza - para onde e por onde vou
Está a tolher-me os sentidos …é isso?
Esta insegurança está a desconcertar o meu interior.
É isso Silêncio? Basta confiar ?
Pronto...estás a ver...é por isso que gosto de falar contigo, nas tuas respostas silenciosas...consigo ouvir a TUA... minha voz.
SILÊNCIO obrigado por teres falado comigo.

sábado, 31 de maio de 2008

Foi limpinho...

Hoje feriado dia de sol e calor de rebentar deu-me uma coisinha qualquer, lenço na cabeça roupa bem velha e gasta e tudo ficou limpinho
Com aquela disposição própria das mulheres quando querem mostrar a si próprias algumas coisas, com coragem comecei a fazer barrela geral
Com vassoura na mão comecei por vasculhar aquelas coisas impróprias nos cantinhos, dos pensamentos mais altos até eles (os pensamentos) ficaram mirradinhos.
De seguida ataquei de aspirador, foi um regalo desviar e limpar olhares que doeram, levantar palavras que machucaram, sacudir lágrimas que estavam escondidas.
Depois sentei-me convencida que já estava tudo
Acendi um cigarro, comecei a admirar a minha obra e franzi o nariz:
- Naaaaaaaã ainda nem começas – te
Danada apaguei o cigarro e de balde mais esfregona na mão ameacei:
- Nem penses que te ficas a rir PASSADO
Até o Sr. Diabo ficou de queixo caído
Decidida recomecei
Ele foi os cantinhos cobertos de medos bem miudinhos todos raspadinhos com ponta de faca, os rodapés bem esfregados até os pequenos deslizes aos pecaminosos ficarem perdoados, os vidros… bem esses foi como se tivessem deixado de existir ao ponto de ver melhor os NÂOS que me foram ditos a tempo e de grande valia.
Chegou a vez da senhora banheira aquela que me beija as dores em ferida e me faz sentir ainda dentro do útero.
Com carinho e primor a limpei como se fosse uma mãe velhinha.
Logo de seguida era a vez do senhor fogão
- Com que então nódoas de vinganças. Abri a porta do forno ah ah manchas de ódio
Sem dó nem piedade o esfregão trabalhou até ficar desconjuntado.
Os azulejos não esperaram muito, até ficarem a brilhar onde eu podia ver até doer o que EU permiti que me fizessem
Era a hora da chaminé
- A rir não ficas - prometi
Do alto do escadote feita equilibrista mancha alguma ficou
No fim de contas como podia eu ouvir a voz da razão e respirar o ar do bom senso com aquela chaminé de imitação?
Derrotas embrulhadas e muito bem arrumadas em gavetas especiais
Vitórias foram postas em lugares de destaque
Confiança e segurança em jarras perfumavam e coloriam
Para tráz olhei, passeavam pela minha cara lágrimas que sorriam, despedi - me do meu passado

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O meu agora

Três anos passaram, cidade grande minha terra para traz ficou
Terra pequena, pensares miúdinhos, lembranças gigantes numa casa minúscula e tão soalheira
Lágrimas que não choro, gritos que calo, fortaleza que crio, sorrisos que atiro
Este momento, esta hora, este AGORA é um quadro ainda por pintar...o tema vai ser... vai ser
O tema, mas qual tema? A minha vida, o meu SENTIR, a minha lembrança a minha existência não é um tema !
As cores... quais cores? O meu sorriso, a minha saúdade não é um quadro!
Este AGORA não está fácil...tudo de novo...muito repetido e tão diferente … um quadro não
É bem mais do que isso ! É uma vida, uma existência que tudo espera de peito aberto, mesmo que doa. Um quadro não eu não sou um quadro.
No entanto…será que vale de alguma coisa fugir a uma das artes da vida?
Bem se "ela assim quiser " ao menos que seja um abstracto colorido, com pinceladas fortes contudo divertidas que obriguem a pensar, com contrastes luminosos e já agora porque não com brancos misteriosos.
Pensando e repensando melhor até me fica bem... um quadro em que todos olham se revêem e se comparam e depois dizem em tom de quem faz uma descoberta - é igual a mim, isto sou eu...
Depois como fazem os grandes especialista da matéria afastam-se uns passos atrás, tombam a cabeça, levantam o sobrolho
- Hum...Hum...parecia mais igual a mim, engraçado tem qualquer coisa diferente... isto não sou eu.
E sem olhar para traz saem da galeria.
Pois é...talvez por isso somos todos tão inéditos, tão solitários e tão complicados é que as pinceladas da vida nunca são iguais em cada um de nós


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Rugas

Hoje bem cedinho começou o dia
E como mulher asseada lavei a cara e ao limpa-la… nãooooooo eu não acredito
Lá estavam elas a rir-se para mim - RUGAS.
Ri desalmadamente posso dizer com gosto:
- Chegaram e nem dei por elas – depois pensei - mau mau quer isto dizer que já sou uma mulher crescida, uma senhora?
Mau mau então as gargalhadas acabaram-se, espontaneidade está fora de questão, as respostas atrevidas morreram e os pensamentos críticos e inocentemente escondidos terminaram?
Olhei para o espelho a franzir o sobrolho e com uma CERTEZA que nem a mim própria escondi pensei:
-Sempre fizeste questão de ASSUMIR fosse o que fosse até asneiras feitas por outros
Sem dúvida alguma tiraste o mestrado em te ADAPTARES às situações.
Quanto a sentires as situações no grau certo foram ESTILO que adoptastes.
A opinião dos outros foi coisa que aprendeste a ser demasiadamente IMUNE
Ser ORIGINAL para ti sempre foi ponto de honra porquê ficares preocupada como as outras mulheres?
Agarrei num pote de creme comprado o ano passado comecei a espalha-lo na cara (pelo sim pelo não) e bem devagarinho ao mesmo ritmo em que pensava no meu pensamento .
Sorri para o espelho:
- Já sei…encontrei a solução YES
Uma CERTEZA eu tenho estou no começo do processo do envelhecimento se perante o mundo e a mim própria ASSUMIR e me ADAPTAR com ESTiLO e ORIGINALIDADE fico IMUNE ao tal medo limitador da mulher comum.
Ser uma mulher crescida ainda vá. Uma senhora até pode vir a dar jeito. Pensamentos encarquilhados? Pensamentos enrugados? Naaaaaaaaaã

terça-feira, 6 de maio de 2008

Por um Bocadinho...

Xiça foi por um bocadinho.
Saí de casa cheia de confiança na minha destreza e habilidade
-Hoje ou tudo ou nada - afirmei de mim para mim
E começou a minha desventura
Visão da primeira rotunda logo de imediato
- Vamos entrar e dar a volta completa – diz o instrutor quase a medo
- Olha boa – respondi eu toda muito cheia de mim – vamos a isso
Olhei a dita cuja lá bem a frente e em voz alta fixando os espelho
- É hoje
Pisca da esquerda, encostei suavemente na via ao meu lado reduzi para segunda verifiquei o tráfego e num aviso (pelo sim pelo não)
-Cá vamos nós
Pisca da esquerda , contornei a placa a saída estava a chegar, pisca da direita e saí
- E o espelho? – Perguntou ele agarrado à pega da porta
- Qual espelho? – Perguntei eu em tom de surpresa já que estava a correr tão bem
- Tem que confirmar sempre se pode mudar de via – afirmando o que é óbvio
Fiz silêncio, engoli em seco
- Quer isso dizer que só faltou um bocadinho…? – Tentei disfarçar os nervos
- Foi… faltou só um bocadinho – escondeu o sorriso
Mais uns metros e lá estava outra acenar para mim – olha eu aqui estás a ver-me… eu a rotunda
Pensei – ‘tas feita
Reduzi para segunda já à espera das instruções
- Agora vamos dar a volta completa e sair na última – disse calmamente
Tive que parar. Um GINJARELHO circulava tipo barata tonta, feito pancinhas que roçava a fronteira de quem não sabe o que quer.
-Desta vai – disse decidida
-Pisca da esquerda, controla o bicho, faz a rotunda olha o espelho – e saí
-Yes – gritei
-E o pisca? – perguntou
-Qual pisca? – respondi
- Mudou de via certo? - silêncio e de seguida como incentivo – faltou só um bocadinho
Eu por minha vez apenas acrescentei um tímido – POIS…estava a correr tão bem…
Logo de seguida uma mãe – agora vê lá mata a peoa reduzi para primeira, travão suavemente e embraiagem ao fundo foi perfeito…roçou a beleza
- Vês tu até sabes isto nem custa nada – falei de mim para mim – és uma complicada
- Isto faz-se com uma perna às costas – acrescentou concordando
Feitas as contas quase correu bem.
Feitas as contas faltou um bocadinho para estar feliz comigo


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estou Zangada

Hoje chorei, chorei com raiva de mim.
Hoje chorei, chorei desiludida comigo mesma.
Fico com ganas de bater a mim própria quando sei que consigo fazer melhor é como um íman me puxasse para o erro
Fico com ganas de me insultar quando tenho mentalmente o saber e fisicamente tudo faço errado é como se um abismo misterioso me atraísse para a descoordenação.
Estupidamente caio no engodo.
Consigo visualizar o que quero
Consigo ver-me segura e confiante no futuro que a mim chamo
Consigo ver o sorriso da vitória na minha cara
E todos os dias ferro as unhas nas palmas das mãos de tanta desilusão raivosa
Badamerda para isto
Será que sou assim tão nula de capacidades motoras?
Porra não custa nada
Travão é para abrandar.
Acelerador é para isso mesmo acelerar
Embraiagem é para…para…para…juntar com travão e parar? Meter mudanças? Também para…para…para…pôr o dito cujo a mexer?
Piscas é fácil, espelhos quando me lembro está-se bem
Visto assim até é fácil
Rotundas… é tira e queda 1ª e 2ª saída pela via da direita, restantes junto á placa. Jogar os piscas mais travão para controlar o bicho e já está fácil…fácil enquanto visualizo depois…depois…depois…troco os pés, fico com mãos a mais, olhos em bico e uma dor de cabeça e costas que dá dó.
Estou tristemente zangada.