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sábado, 10 de janeiro de 2009

DEPRESSÃO????


Ando meia que de vísceras ao léu, mais tipo fígado torcido e talvez por isso fico de alma com os dentes arreganhados quase tipo …promessa daquilo que ninguém quer
Esta coisa de sempre chamarem depressão aquilo que é de direito alguém sentir começo a ficar irritada…quase zangada
Ora vamos por partes
Quando alguém perde um filho, uma mãe ou um pai etc…era suposto o quê? Começar a rir, dizer que estava feliz ou coisa e tal?
Eu simples mortal, que um dia caí na idiotice de nascer tenho para mim que o normal é ficar triste, com saudade…meio que perdido(a)
Até porque o processo do LUTO, não se faz na hora do enterro Certo?
O processo do LUTO, requer aprender a conviver com o lugar vazio na mesa, aprender a viver com a falta da voz, aprender a aceitar a ausência da piada conhecida, os códigos de vivencia criados e que geraram a cumplicidade
Tudo isto faz parte de um processo dorido e demorado GAITA…não é em dois dias
Agora tem o nome “DEPRESSÃO”?
Desde quando existe um químico que cura tristeza?
Agora caro(a) leitor(a) passemos a coisas práticas
Quando alguém fica com a casa inundada ou uma catástrofe natural se lembra de por ali passar e levar uma lembrança ou até mesmo um fogo inexplicável
Era suposto o quê?
Bater palmas e gritar aos quatro ventos:
- Ai que bom …ai que fixe
Tenho cá para mim que é uma situação de tristeza
Por um acaso são os químicos que vão pôr uma casa de pé?
Ou a venda desses químicos vão pôr uns trocos nos bolsos de quem os vende?
Agora acompanhe o meu raciocínio
Quando alguém com filhos, a firma em que trabalha chega à conclusão que o trabalho da pessoa é de pouca valia para a estatística económica e simplesmente diz:
- Lamentamos mas prescindimos dos seus serviços
Por um acaso era suposto a pessoa festejar com os amigos e pagar umas quantas cervejas enquanto pensa como pagar o supermercado do mês seguinte?
Penso eu que a angústia, o medo e a ânsia fica instalada
Desde quando um químico passou a ser formulário no balcão do desemprego
Caro(a) leitor(a) repare eu aceito a DEPRESSÃO como doença SIM, em situações de fadiga extrema em que as combustões químicas no cérebro ficam comprometidas
Aceito a DEPRESSÃO como doença SIM, quando por metabolismo ou até mesmo genética as mesmas combustões químicas no cérebro não se façam convenientemente
Agora (perdoe minha sinceridade) vencer sentimentos humanos, naturais e mais do que justificados por desgastes próprios de quem ainda está vivo com comprimidos milagrosamente inventados que precisam de ser vendidos
Ora…histórias da carochinha está o mundo cheio
C’um raio, DEPRESSÃO???
Se estou de luto, se perdi minha casa, se fiquei sem trabalho Senhores Drs. vamos a ter maneiras e modos no que diz respeito ao sentimento HUMANO
Raio aprendam a aceitar que tristeza, magoa, raiva, dor, desalento ou desencanto são direitos adquiridos de quem nasceu e ainda está vivo
Ainda não ouvi os Senhores Drs. Baptizarem as paixonetas desmedidas e assolapadas com nome de doença
Será para contribuírem para as estatísticas da natalidade?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

As vezes que morri

Encostada no sofá oiço o cantar da chuva embalado pela música do vento
Procuro carinho na manta no seu abraço quente
Fecho os olhos, e vencida as lágrimas rolam
Quantas vezes já morri???
Não me lembro
Quantas vezes renasci???
Talvez não me queira lembrar
Olho para minhas mãos e o que tenho de meu…é tão somente os caixões em que me deito
Vitórias… essas, sorrio sempre com seu sabor tão amargo
Sinto o calor da manta que me enlaça como num feitiço
Penso no DEPOIS…e fecho os olhos
Acho que não quero mais saber de voltar a morrer
Eu sei que vou voltar a nascer SIM
Ahhhh como vou voltar a nascer
Mas esse nascimento que seja para mim eternamente infinito

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Tão cansada...

Jantar feito, loiça lavada na cozinha arrumada.
Casa cheirosa, roupas engomadas.
Momento dos telefonemas aos vizinhos idosos, com a boa noite e saber se está tudo em ordem.
Trabalho de amanhã…já embrulhado…tudo adiantado
A cadela deu a última volta do dia no bairro
Confirmei a tomada do berbequim amigo…desligado
Pijama vestido, cara lavada e pó do vidro tirado.
E agora sozinha tenho o meu momento…finalmente
Ligo o computador…o ecrã fala comigo
Desvio os olhos para nele não me ver
E começo a escrever
Sei que a hora está a chegar
A hora em que não tenho querido pensar
Minha cabeça gira de tão cansada
E amanhã novamente vou ocupá-la
Pensar não quero…
Fico triste e derrotada
O sono invento que já espreita…abro a boca num bocejo provocado…
Fica assim com mais verdade
Olho para a parede…e vejo
Que tudo em breve vai ter que mudar
Conversas caladas
Silêncios em forma de sorrisos
Controlo excessivo
Estou tão cansada…
Acendo um cigarro…uma companhia que me é tão amiga
Estou tão cansada…
De mim? De estar viva?
Sei lá!!!
Sinto que algo em mim já não é mais o mesmo
Sei que algo em mim se transformou…ou simplesmente em mim morreu
Sei que estou desligada, desinteressada e muito afastada
Estou tão cansada
Os dedos carregam no teclado…volta e meia roçam delet
Faz-me lembrar quando rasgava os papéis que escrevia sem destinatário
Puxo uma fumaça, encosto a cabeça
E penso – é melhor deitar-me
Amanhã é um novo recomeço de tudo fazer só… para estar ocupada
Estou tão cansada…


sábado, 25 de outubro de 2008

Etiqueta

Estás tão diferente! Pareces outra pessoa!
Foi-me dito em tom quase… saudade.
Sorri olhando bem nos olhos… e em silêncio fiquei.
Por vezes fico com a sensação que há minha volta andam todos a lamber as suas próprias feridas e de tão ocupados que estão nem param para fazer a pergunta certa
- Que aconteceu contigo tão marcante que estás tão transformada?
Tenho a convicção que até respondia por ser uma pergunta inteligente
Mas com constatação já feita não vou desgastar-me com explicações…
Parto do principio que quando se constata não estamos à espera de uma resposta
Fizemos o diagnóstico, passamos a receita e até demos o horário e direcção da farmácia.
É muito engraçado observar a forma que a maioria encontra, apenas por ficar sempre bem, a preocupação com os outros.
Este jeito meio solução apressada sempre me deixou intrigada.
Será falta de percepção?
Será falta de tempo?
Ou será estupidez a mais?
Ou será inteligência a menos?
Raios, quando alguém se transforma em demasia, alguma coisa aconteceu…
Carambas, quando alguém deixa de ser quem um dia foi, alguma cicatriz está por fechar…
Xiça, até a burrice tem limites
O tempo em que relevava a inutilidade da preocupação cínica e fingida
Já lá vai
O tempo em que a paciência era uma constante
Já lá vai
O tempo em este tipo de conversa miudinha me obrigava a agradecer
Já lá vai
Já não tenho tempo, para este faz de conta de quem veste a caraça de boa pessoa
Já não tenho tempo, para as regras da etiqueta
Quando se gosta de alguém e esse alguém se transforma, paramos e frente a frente com os olhos mergulhados no seu olhar
- Ninguém muda assim porque quer, o que se passa contigo, não finjas nem fujas eu estou aqui
Isto seria alguém minimamente inteligente e digno(a) de saber a verdade
Entrar no jogo das boas maneiras…isso é coisa que já não tenho paciência
Tenho pressa de VIDA
Tenho pressa de MIM
Tenho pressa da VERDADE
Um dia na estação do Metropolitano do Parque li
“ Etiqueta é estar à altura da necessidade de cada momento”
Quem escreveu??? Não me lembro do nome
Mas com toda a certeza um dia cansou-se de ouvir palavras vazias e sem corpo




quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não quero saber...

Que dias loucos eu invento só para não pensar…não quero saber
Toca o despertador 6h30 da manhã.
Beijo meu homem, aconchego a roupa e digo baixinho
– Amor ainda é cedo
Visto a jardineira já é manhã
Desço num passo fecho - me na oficina
Trabalha berbequim trabalha…Não quero pensar…não quero saber
Vidros ladrilhados do berbequim saem
Em seus reflexos vejo uma cara marcada…Não quero pensar…não quero saber
Horas do pão, pego a sacola
Componho as marcas…da minha cara
- Bom dia vezinha
- Bom dia Sr.António
Com as mãos nos bolsos puxo a ganga da jardineira… amarrotada
- D. Graça bom dia
- Bom dia Elisabete
- Então essa perna?
- Está na mesma filha
- Ao fim da tarde estou por aqui
- Obrigado meu anjo
Viro costa, aliviada tiro o sorriso da cara
- Bom dia vizinha
- Ó Sr. João, bom dia – aceno com a mão
Continuo caminho…não quero pensar… não quero saber
Num alpendre entro, toco a campainha
- Ès tu minha linda?
- Sou D.Conceição
Abre a porta
- Então esse beijinho?
- Se não fores tu filha…
- Já estivemos a falar melhor. Onde está a pomada e a ligadura?
- Está no quarto
Massajo o braço meigamente, as dores são muitas
Enrolo a ligadura naquele braço que da vida está tão marcado
Não quero pensar…não quero saber
Um beijo lhe dou e na cara lhe faço uma festa
Compro o pão e faço o caminho ao contrário
- Bom dia Sr.Zé
- Bom dia vezinha
Rua acima lá vou eu não quero pensar… não quero saber
Subo as escadas, tiro a jardineira, escovo o cabelo e dou um jeito à cara vincada
Tenho que estar bonita para o meu amor
- Estás bem, tens dores?
- Está descansada, estou bem – responde a esconder aquilo que ambos sabemos
Faço o almoço, aprumo temperos
Não quero pensar…não quero saber
Lavo a loiça, digo tolices
Pareço uma barata tonta
Visto a jardineira, beijo o meu homem, meto os meus dedos nos seus cabelos grizalhos
Dou-lhe um beijo com demora
Agarro a sacola ponho a tiracolo
- Vou para a oficina até logo
Desço as escadas a velocidade de um soluço
Trabalha berbequim trabalha
Não quero pensar…não quero saber
4h da tarde, pego no telemóvel e com voz teatral
- Marido estas bem? Precisas de alguma coisa?
- Não baixinha, está descansada eu estou bem
. Homem meu tu por acaso sabes que te amo muito?
- E eu a ti baixinha
Desligo o aparelho
Trabalha berbequim trabalha
Não quero pensar…não saber
Pó e mais pó à minha volta
Não quero ver…
Cinco da tarde vou a casa da D.Graça, massajo a perna atrofiada
Volto para casa, beijo o meu amor
Tiro a jardineira e arrumo a cara cansada
Na cozinha estamos os dois
Faço a jantar, aprumo temperos
Falta a imaginação aos dois para tapar os silêncios
Jantar na mesa a fumegar nos olhos do meu homem espreita a desistência
E num repente salto com uma piada
Ele sorri, sabe a intenção
Temas sem nexo servem de motivo para conversas sem juízo
Ficamos na sala enquanto escrevo
Escrevo piadas…que são amargas
Não quero pensar…não quero saber
Meu homem vai deitar-se, já começa a ficar cansado
- Não demores baixinha, eu espero por ti
- Não demora nada
Escrevo coisas no ecrã
Outras no papel e essas faço batota
Deito fora…não quero ver
Vou deitar-me, enrosco-me nele em silêncio
Meia dúzia de tonteiras dizemos
Não queremos pensar…não queremos saber
Apagamos a luz
Não queremos ver… marcas no calendário
Será o que tiver que ser o FUTURO
Certezas de vida é neste AGORA



domingo, 5 de outubro de 2008

Diferentes...Universos

Universos tão diferentes…e tão próximos
Mundo feminino uma cesta de fruta ornamentada com flores
Universo de emoções agridoces, que se debatem com subtilezas, de casca de cor desdém, sorrindo quando choram e chorando quando sorriem
Mundo preso a correntes de elos convencionais e do que parece bem
Universo de sonhos bebericados numa taça de licor chamado amor
Mundo com armas de grandeza mortífera, saída das entranhas em forma de palavras
Universo dividido pelo mar do querer e do que não tem
Mundo ocupado de auge num só momento
Universo colorido pelas suas verdades
Mundo que bebe verdade na sua ilusão
Universo de sementeiras com dor
Mundo em branco que dá inspiração ao pintor
Universo viciosamente sedutor
Mundo intricado e misterioso sabiamente escondido
Tão próximos…Universos tão diferentes
Mundo masculino, caravela vagabunda aventureira nas ondas do pensamento escondido
Universo de acção sentida e tão dúbia, que se debate com o desafio empurrado, para o silencio envergonhado e incompreendido, ao limpar as lágrimas com raiva porque não pode falhar
Mundo castrador de sonhos roubados pela razão da obrigação
Universo de canhões com balas certeiramente arrasadoras na sua imparcial crença
Mundo separado pela parede do que quer e do que tem
Universo das palavras mudas e das acções distorcidas
Mundo de plena procura em todo o seu tempo
Universo das verdades incolores
Mundo que se alimenta na luz do seu humor
Universo de sementes germinadas sem colheita
Mundo pintor de espaços em branco
Universo viciado em conquistar
Mundo frágil e tão graciosamente mascarado de muralha eterna
Homem…mulher
Mulher…homem
Nem melhor nem pior…são o complemento das suas falhas e a fortaleza das suas fraquezas
Nem melhor nem pior…são a atracção daquilo que não são

sábado, 12 de julho de 2008

Vão-se lixar...

Provavelmente por estar azeda e meia que vencida pelas circunstâncias que estou a viver eu comece a ficar embirrenta e muito ranzinza.
Mas paciência começa a faltar com todos os que à minha volta para se sentir inteligentes e úteis cospem frases mais do que feitas, compradas e vendidas
- São privações que Deus entende que temos que passar para nosso bem, mais tarde vai recompensar – sempre de cara muito pesarosa e constrangida
Mentalmente respondo sempre, grande amigo... nasci de uma prostituta e dum chulo viciado em jogo que amavelmente me deu 11 madrastas, isto num regime de ditadura com os preconceitos normais e rotineiros
Criada por uma avó que me deu o que podia e melhor sabia onde amor era a única fartura, já que comida rareava para pagar as dívidas do meu estimado pai
Estudei de noite para trabalhar de dia e pagar as despesas é que a avó começava a ficar velhinha
Químicos e álcool foram os meus companheiros de noite e de dia já que era a forma mais fácil de sonhar, desta forma iludi-me 6 anos
Aos 25 caso-me , com os enredos normais e o passado que não me pertencia , coisa corriqueira para quem é segundo casamento
10 anos, a tratar da minha avó já velhinha, que tudo fez por mim
Larguei trabalho, a minha vida para na cabeceira dela ficar, dei-lhe banho, transportei-a no meu colo, mudei as suas fraldas e as mesmas canções de embalar que me tinha cantado eu cantei para espantar a morte daquele quarto.
Acabou a viagem dela por estas margens fez 3 anos
Larguei a casa onde fui nascida e criada por decisão do senhorio e por questões económicas larguei minha terra (cidade grande) para viver numa terrinha que não me diz nada no meio de gente que nada me diz.
E quando ao fim de vinte anos de casada me começo a sentir uma mulher amada e olhada com desejo eis a visita fantástica em todo o seu esplendor CANCRO.
Lógicamente que de armadura vestida e de espada em punho a estratégia começou
1- Saí próstata
2- Pesquisas intermináveis sobre o assunto, consequências da cirurgia, que comprar para evitar as consequências e ter sempre a mão
3- Comprar sacos para algália (nocturnos e diurnos ) , informação como tirar e pô-los, baptiza-los com humor - bobby
4- Incontinência à vista ? Qual o problema ? Fraldas, depois pensos anatómicos para homem e se necessário operação
5- E claro carradas de maquilhagem para nunca me denunciar
Tudo estudado estrategicamente e cumprido ao pormenor ainda não fez um ano, os valores voltam a subir e saí radioterapia em Setembro
Estava mesmo a fazer falta
Ontem chumbo no exame de condução , momento glorioso…
E vem falar que são privações que Deus entende ser para nosso bem ? Quem tem amigos destes…
Depois temos a outra versão de consolo igualmente inteligente e com sentido de oportunidade raro
- A vida tem que ter sempre uns contras , para sabermos dar valor ás coisas boas
Ora vão para a MERDA mais a lógica da batata, se a vida lhes corre tão bem que receiam tanto o marasmo eu por mim não me importava nada que a minha fosse bem menos complicada.
Não existe nada pior que termos que aguentar com a necessidade constante de terceiros que teimam em serem úteis com filosofias vestidas de inteligência
Muito mais inteligente é a presença mesmo que na distância, apenas para dizer – não desistas eu acredito em ti.
Muito mais útil é apenas um abraço silencioso pois quando nada se tem para dizer é um favor que se faz ficar calado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Blogueiros 0 - Bloguistas 0

Nestas lides de Blogueiros e Bloguistas a coisa parece que está a ficar fervente…fixe
Eu aos 43 anos que estou bem no começo e aos tropeções estou a achar um piadão
Até a mim apeteceu escrever sobre o tema
Vejamos:
Bloguista parece ser sinónimo da típica pessoa abelhuda e sem contexto, sem códigos ético-sociais tipo metediça desprovida de modos ou maneiras, mais propriamente dizendo anti-social quando a coisa não corre bem.
Blogueiro parece que são aqueles que independentemente da mensagem, motivo, produto etc etc fazem questão de serem cordiais, mais ou menos sinceros e com regras muito próprias a cumprir ( coisa que eu ainda estou a tentar perceber )
Certo?
Continuemos, ainda na barriga da mãe já os comentários começam a pressionar
– barriga bonita vai ser menino
Depois temos aquela frase – manchas na cara vai ser menina
Mais tarde no fim de nascermos
– tem os olhos da mãe
Gosto muito daquele comentário – tem o génio do pai
Ora bem assim sendo, porquê ficar incomodado com algo que faz parte de estar vivo – sujeição a comentários
Boa?
Agora pense comigo. Nos blogs, os comentários são permitidos ou não, por nós próprios e sem a necessidade da indelicadeza de apagar, temos sempre a opção de activar a nossa própria autorização para a publicação dos mesmos
Verdade?
Eu activei a minha selecção de comentários apenas porque gente tarada e mal formada com conversa de – nhanha – são como erva daninha não há veneno ou geada que os extermine
Mas eu garanto comentários críticos na base do construtivo e principalmente ideias opostas às minhas desde que comentadas de forma inteligente e correcta (com ou sem erros) serão sempre publicadas
Isso é PONTO DE HONRA PARA MIM
E se tiver mais um pouco de vontade de ler acompanhe – me
No meu entender o Blogueiro será sempre quem não se contenta apenas com a primeira pagina mas explora todas elas uma a uma e assim com a maior das facilidades faz um levantamento da personalidade do dono do blog e se o tempo empregue no comentário é bem aplicado
Correcto?
E depois como eu aprendi a filtrar aquilo que para mim é um desperdício de energia e perca de tempo falta-me a sensibilidade necessária para compreender esta fricção de posturas
Será que já caduquei o prazo de acompanhar os tempos de hoje e já estou velha eis a razão de não sentir efervescência com esta coisa dos blogueiros e bloguistas?
Caros(as) leitores(as) a minha intenção não é afirmar nada apenas estou a pôr uma linha de raciocínio e a levantar questõesAgora não me batam também que já estou quase velhinha BOA?

domingo, 13 de abril de 2008

Maço de cigarro



São 20 cigarros
- Faz mal – há quem diga
Dizem outros - descontrai
- É incómodo - alguns queixam-se
No entanto pensando bem uma vez ou outra, também eu provavelmente terei sido incomoda, tenha feito mal... e porque não dado uma contribuição para descontrair à minha volta (se calhar em 20 vidas com que cruzei)
Abrimos o maço uns com a rapidez com que passam pela vida, outros quase a medo como se estivessem a esconder algo e ainda os que o fazem como um ritual divertido.
Eu pertenço aos últimos é assim que gosto de passar pela vida e que ela passe por mim… de forma divertida.
Por vezes roçando a fronteira do anedótico.
Se olharmos com atenção 3 formas existem de abrir a prata.
Os primeiros rasgam milimetricamente metade da prata.
Só mostram metade? Por medo? Por vergonha? Por timidez? Ou porque nem conhecem a outra metade deles próprios?
Depois temos o grupo que com habilidade cuidadosa descolam a prata para numa tentativa higiénica manterem sempre o maço – quase fechado…escondido talvez …e o mais divertido entre estes ainda temos uma minoria que acrescenta o pormenor de retirar todo o miolo – prata e cigarros – e voltarem a encaixar na perfeição dentro do pacote ficando assim os cigarros de cabeça para baixo – e note-se tudo isto numa rapidez acrobaticamente …perfeita
Agora pergunto será desta forma que olham para o mundo – de pernas para o ar?
E por fim o meu grupo rasgamos a prata sem pudor algum, na totalidade (doía o que doer a quem quer que seja a vida é isto magoar e ser magoado)
Começa propriamente o acto em si
Puxasse um cigarro e…outra constatação
Temos os que simplesmente o põe na boca e acendem sem qualquer prazer
(sempre que o vejo penso que é alguém para quem a vida não tem sabor é somente um conjunto de hábitos, costumes e regras).
Seguem-se os que acendem sempre com a mão a tapar (novamente a esconder)
Finalmente o meu grupo primeiro brincamos com o cigarro, se estamos acompanhados conversamos um bocado com ele nas mãos como que a dar a oportunidade da outra pessoa dizer
– Incomoda-me…
Depois como por magia ele aparece aceso (sem modéstia alguma o meu grupo é muito engraçado).
A seguir vem o acto propriamente dito – FUMAR
Temos as puxadas nervosas ( curtas rápidas e concisas ) seguidas de um fumo estupidamente acre e volumoso ( devem ser os deprimidos… )
Temos as puxadas longas ficando no ar o fumo em forma de labirinto assustadoramente compacto (haja pulmões).
Do meu ponto de vista é um aterrador
Por ultimo o meu grupo a primeira puxada é sempre mais longa seguida de um sorriso depois o fumo é sempre atirado para baixo...não queremos incomodar...claro está.
Chegou a beata...agora sim é a parte que mais gosto...é fantástico não falha
Os que estão sempre com pressa durante todo este processo, apagam esmagando o feltro por vezes até se queimam tal é a raiva
Os que desde o inicio escondem (mais parecem gato escondido com o rabo de fora) fica sempre uma chaminé de fumo a arder (pergunto de mim para mim era isto que estava a esconder?)
Nós os despudorados, apagamos a beata e com ela entre os dedos juntamos a cinza toda num montinho ficando o cinzeiro limpinho...até parece que temos gozo em provocar
Porquê? Sei lá... sei apenas que o fazemos...o meu sentir nesse momento é sempre de uma satisfação magoada...estranho
No fim do maço estar vazio que fazemos todos? Amarrotamos e deitamos fora. Igualzinho ao que fazemos e nos fazem pela vida fora.
Somos ou não como um maço de cigarros?