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terça-feira, 17 de maio de 2011

O MEU JEITO...

(EM SEQUENCIA DE UMA CONVERSA ESCRITA QUE HOJE ME FEZ RIR COMO À MUITO NÃO ACONTECIA, ESCREVI ESTE “ESCRITO” E…APETECEU-ME AQUI PUBLICAR)

Que de mim seria sem o meu desatino descarado
Em tom ironia com jeito destravado
Crio assim à minha volta um desconforto engraçado
Com destemida lealdade gosto de marcar pela diferença
Não para cair no agrado … é mesmo da minha essência
Sou irrequieta e tenho mau humor
Com facilidade fico zangada …garanto fico um estupor
Um vez por outra acho piada ser engraçada
Porém sou séria e…demasiadamente acabrunhada
Gosto de ser despudorada no meu “SENTIR”
Culpas como desculpas??? Para mim não servem para nada
Procurar resposta correcta em mim…é tempo pedido
Sigo sempre o caminho da pergunta acertada
Amar foi coisa que nunca soube…mas sempre soube dar de mim
Raiva é a minha mola…só assim consigo ter forças
Sonhar é coisa que aprendi a não querer para mim
Feitas as contas magoa, desencanto, feridas na alma
Não são mais do que a traição desse sonhar.
Ilusões??? Essas hoje já nada me podem prometer
Com um em colher de ombros…estalo os dedos ficam em nada
Volta e meia ainda choro mas…porque de outras lágrimas ainda me doem os olhos..
Hoje estou muito cansada. Fui tola… corri demais… atrás da vida
Agora sentada na minha sonora gargalhada a vida se quiser que espere por mim

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Resposta - 3

- Tu gostas da vida, sempre na brincadeira, a rir. Tu és rija
Foi me dito vezes demais, como se eu fosse alguém diferente.
Se é um elogio até nem aprecio, sou quem sou e nada mais… não compliquem.
Se é reprovação por eu gargalhar na cara da vida de forma atrevida e sem pudor, bom …azar, nada me dá mais gozo que me rir deste tempo a que chamam vida.
Se é desdém por eu olhar com indiferença as dores que não procurei, aos descozimentos e rasgões que não provoquei, também não assombra em nada minha postura.
Sou quem sou, desnudada de qualquer roupagem imposta por educação…cortesia…ética ou coisa que os valha.
Viver, morrer é coisa que não me incomoda.
A Morte …não temo nem a procuro.
Sei que é uma velha amiga, sempre a vigiar-me constante e sei também que é aquela que não irá falhar de tão certeira e implacável que é
A VIDA… não corro atrás nem dela fujo.
Sei que é aquela amiga que sempre gostou de brincar e troçar com quem um dia se lembrou de nascer.
Não permito a ambas terem mais importância ou ocuparem mais espaço do que valem.
No fim das contas, quem sente, quem chora, quem gargalha, quem voa sou EU.
No fim das contas, quem escolhe o fim de cada história em mim… sou EU
EU, escolho aprender no apeadeiro de cada estação da minha viagem



segunda-feira, 21 de julho de 2008

Uma resposta - 1

- Queria ser como tu, lutadora, segura e tão destemida
Sempre tão alegre, sempre positiva de peito aberto para a vida
Tu consegues ser feliz…és forte
Foi – me dito a roçar a fronteira da acusação
Que culpa tenho eu se acreditam na felicidade?
Felicidade…o que é isso, essa coisa que todos dizem querer?
Felicidade…é apenas um SENTIR de um momento
Perdoem-me, mas não é por esse momento nascer e acabar que as contas podem ficar por pagar
Que culpa tenho eu que numa procura constante todos reneguem a condição de estar vivo
Perdoem-me…mas um momento é para ser vivido apenas como tal…um momento
Correr atrás de coisas que só vivem um momento…? Para mim é coisa pouca.
Bem sei, provavelmente serei o protótipo daqueles que a vida é sem sabor e sem mais valias.
Provavelmente, mas quando quero ter UM MOMENTO vou até ao mar, vejo o nascer ou o pôr-do-sol…e continua a ser um momento
Procuro cavaqueiras brejeiras e muito fúteis ao som de uma música fixe…e continuo a viver um momento
Lembrar uma ou outra vitória gloriosa e fantástica que outrora possa ter tido e passo a ter dois MOMENTOS o vivido na altura e a LEMBRANÇA no presente
O meu truque é apenas dar a relevância que eu escolho gastar em cada momento que vivo
A minha magia é rir muito quando estou exausta de mim
O meu truque é enterrar a mão no peito e trocar a dor por outro sentir
Não me desgasto em correr atrás daquilo que sei não existir
Não me canso a fugir daquilo que tenho como certo
Sou humana, sou marioneta da minha condição de mortal


terça-feira, 17 de junho de 2008

O que escrevo

Foi-me perguntado se andei a beber café com Fernando Pessoa ou com Luis Vaz de Camões
Nomes são palavras... palavras sons que o vento leva
O que escrevo... cartas com destino amachucado e rasgado com bilhete sem volta tirado numa estação de nome caixote
O que escrevo... será para alguem gostar?.. ou eu me deliciar ao ouvir que gosta?
O que escrevo... serão gritos calados ou silencios gritados?
O que escrevo...serão lagrimas sorridentes ou sorrisos chorados ?
O que escrevo...serão sonhos encravados na ilusão de serem meus ou desejos meus já a muito esquecidos?
O que escrevo... serão verdades mentirosas ou mentiras verdadeiras?
Não amiga
O que escrevo...não é mais que uma brincadeira de trocadilhos e jogos maliciosos e muito perversos da arte DO SENTIR
O que escrevo...são conversas feitas numa tarde soalheira, numa esplanada qualquer, bebo um café e por companhia lá está ela ( sempre tão presente ) amena mas muito festiva vou trocando ideias com a vida

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O que quero...?

Sempre procuras o que querem e tu…que queres para ti?
Toda a tarde fiquei a matutar – que quero para mim? Esta agora matou-me, fiquei redonda no chão da minha consciência. Logo eu sempre tão garantida no alto das minhas seguranças, sempre tão confiante das minhas certezas pior ainda prevejo sempre a hora certa dos caminhos vindouros.
Para mim… não quero dizer SIM apenas por ser mais fácil de gostarem de mim
Não quero para mim a necessidade de agradar desmedidamente
Para mim…não quero lágrimas chorosamente miserabilistas
Não quero para mim a auto piedade no empurra sem fundamento da culpa nos outros quando a escolha é sempre minha
Para mim…não quero abrir mão do que é difícil
Não quero para mim a culpa do eterno - podia ter feito melhor
Para mim …não quero a memória lamechas nem chorona
Não quero para mim o peso de viver no passado lamentando o que não tive descuidando assim o que tenho hoje
Para mim…não quero ser lembrada com saudade ou mágoa
Não quero para mim a culpa de recordações sisudas ou doentias
Agora estranho… para quem sempre sabe para onde ir, sempre de nariz empinado e que na observação simples dá-se ao luxo de adivinhar as fraquezas e dores alheias…
Onde ficaram os - QUEROS? Em que caminho ou estrada os perdi
Parece que algo ficou para traz e nem dei conta
Sei o que NÃO QUERO mas e o que QUERO?

terça-feira, 13 de maio de 2008

Somente uma resposta

Não faças isso amiga
Não digas que sou especial
Especial? Por me ter lembrado um dia de ter nascido?
Provavelmente porque até bem há pouco tempo não tinha a coragem de dizer NÃO
Especial? Apenas por ser quem sou?
Provavelmente pelo sentido de humor tão mordaz até quando choro
Especial? Só porque conheço os meus limites?
Provavelmente porque divirto-me a testar a minha resistência
Especial? Apenas porque vejo o que é óbvio com anos de antecedência?
Provavelmente pela graça peculiar que aprendi a ver no ser humano
Especial? Só se for por não me iludir com perspectivas ou horizontes?
Provavelmente porque aprendi que tem mais valia apostar em dar o melhor até há exaustão sem esperar absolutamente nada, assim como é óbvio, tudo o que vier é sempre ganho sem nada perder
Especial? Apenas porque sou despudorada nos meus julgamentos até provarem o contrario?
Provavelmente aprendi que por excepção e apenas para confirmar a regra cruzo com alguém de longe a longe capaz de provar que sempre existe alguma coisa que me obriga a vergar na minha certeza
Especial? Só porque digo bem na cara com bofetadas verbais sem qualquer temor os ridículos centrismos pessoais, porque gargalho bem alto com auto comiserações ou porque viro costas sem culpa às desculpas imperdoáveis?
Provavelmente…essa é difícil e ainda dói… provavelmente por descobrir que a vida é feita de um conjunto de escolhas…e grande parte dessas escolhas são feitas por prioridades
Especial? Só porque aprendi a ouvir os silêncios dos outros?
Provavelmente porque sei olhar para mim
Especial? Só por saber dizer aquela palavra na hora certa?
Provavelmente porque aprendi a falar comigo
Amiga se para ti tudo isto é ser especial então tu também o podes ser
Olha para ti mesma, aceita-te e quando necessário sabe perdoar-te
Depois sorri, sorri para a vida para ela poder sorrir para ti também

domingo, 4 de maio de 2008

QUE SE FAÇA JUSTIÇA

Após este descambar de histórias mal contadas, manipulando vidas inocentes com mentes doentes, em que, eu assisti de forma passiva e num silêncio culpado.
Agora que impera a calmaria própria de um combate sem vencedores, sobram lembranças que teimam em manter na memória a prova que tudo foi real
Foi-me perguntado
- E tu ...com tantas apostas que fizeste em vidas e escolhas que não eram tuas? E tu agora…?
Amiga neste meu agora …
Neste agora sobra o orgulho que tenho nesta capacidade de desdobrar-me abdicando em nome do SENTIR que vive dentro de mim
Neste agora sobra a vitória de tantas vezes ter visto o sorriso nos olhos de quem amo
Neste agora sobra a consciência que fiz e dei o meu melhor a vidas que não eram minhas
Neste meu agora sobra a liberdade de manter viva na memória a lembrança de lições doridas que a vida atempada e justamente me deu
Mas sei que todos os dias a culpa me persegue…a culpa do silêncio
Mas sei também que errei acertando…como cúmplice da minha passividade tive a VIDA
Tudo isso pouco importa neste agora, falta-me tempo para lamentos
Em nome do meu SENTIR tenho que me reerguer para lavar e sarar feridas
Feridas feitas por esperanças e sonhos vazios de razão
Não vou permitir que quem eu amo ganhe infecções na alma causadas por vidas que sempre o rejeitaram somente usaram
Não vou permitir que até pela ausência consigam a destruição
Amiga neste meu agora sei que a VIDA é certeira e justa
Na ponta da sua espada traz a aprendizagem devidamente equilibrada a cada um de nós
Amiga neste meu agora com beijos e afagos desinfecto os lamentos do guerreiro que amo
Sei que as cicatrizes vão ficar-lhe…Mas a escolha não foi minha
Que se faça JUSTIÇA